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Unibanco Slope System
Escrevendo a
história da modernização do golfe no Brasil. É assim que a equipe
responsável pela implantação do UNIBANCO Slope System se
sente.
Desde junho de 2.005 quando foi firmado
entre a Confederação Brasileira de Golfe e o UNIBANCO AIG o acordo de
patrocínio que viabilizou um dos maiores projetos do golfe brasileiro de
todos os tempos, iniciou-se o árduo trabalho de preparação para a
implantação do sistema no País.
Muitos dos principais campos do
Brasil já foram medidos e calculados, no Paraná nesta primeira etapa os
campos medidos foram:
Alphaville Graciosa Clube, Clube Curitibano,
Londrina Golf Club, Ponta Grossa Golf Club, Santa Mônica Clube de Campo,
Graciosa Country Club e Bourbon Iguassu Golf & Resort.
O
critério para seleção dos campos nesta primeira etapa, foi selecionar os
campos com maior número de jogadores filiados à federação local, até
totalizar 80% dos jogadores filiados.
Próximas Etapas
Os campos que não
estiveram presentes na primeira etapa, serão medidos e calculados na
segunda etapa do processo. A previsão da implantação do sistema do Slope
System e calculo de handicap segundo o manual da USGA é para o segundo
semestre de 2006. Caso algum campo não tenha sido medido e calculado até o
momento da implantação, não haverá problema, os jogadores deste campo não
serão prejudicados, para os campos nesta situação será atribuído um valor
de Slope padrão, para que o campo possa entrar no processo. Após a
conclusão da medição e calculo nestes campos, seu Slope será corrigido e
os dados ajustados ao novo valor, sem nenhum prejuízo para os clubes e
seus associados.
Conheça um pouco mais sobre o Slope
System
Para quem ainda não conhece, trata-se de uma nova forma
de determinar o handicap de um jogador. A diferença essencial é que esse
sistema, ao ser implantado, irá considerar as dificuldades existentes em
cada campo de golfe e sua influência na performance do praticante.
Atualmente, o handicap do golfista brasileiro é o mesmo nos
diferentes campos existentes aqui e no exterior, não permitindo que ele
obtenha um resultado justo para o seu nível de jogo num determinado campo.
"Da mesma forma que diversas dificuldades aparecem quando um brasileiro
joga em outro país, os estrangeiros, na sua maioria turistas golfistas,
não conseguem um handicap adequado ao seu nível de jogo. Com a implantação
do sistema em todo o País, esse jogador vai conseguir transformar seu
index em handicap, e assim tornar o seu desempenho mais justo", comenta
Miguel Dorin. Para fazer esta conversão os jogadores não precisaram fazer
nenhum cálculo, todos os clubes disponibilizaram tabelas em locais de
fácil acesso para o jogador poder fazer a conversão do seu handicap index
em handicap de jogo.
Criado em 1972 pela United States Golf
Association (USGA). Serve para ajustar os handicaps de jogadores quando se
deslocam para jogar noutros campos, o que os antigos sistemas não
permitiam. Antigamente, a dificuldade de cada campo era só vista do ponto
de vista do jogador scratch, não considerando os obstáculos que
afetam o jogador de handicap mais alto. Por exemplo, um lago em frente do
tee raramente afeta um jogador scratch mas tem grande influência
para o handicap 24.
O sistema será adotado no Brasil, de forma completa,
após uma detalhada avaliação de seus 105 campos de golfe. Incumbido de
coordenar a missão, Dorin passou por um treinamento técnico na USGA e hoje
treina um grupo de jogadores voluntários que já iniciou o trabalho.
"Depois de 10 anos de luta para introduzir esse sistema, finalmente, com a
capitania do nosso presidente, Álvaro Almeida, e o inestimável patrocínio
do Unibanco, vamos executá-lo através de uma equipe bastante capacitada",
afirma o dirigente da CBG.
A determinação do índice de dificuldade
de cada campo consiste em medir nove tipos de obstáculos que se apresentam
ao golfista durante o jogo. São eles: topografia (desníveis do solo), raia
(dificuldade em manter a bola dentro da raia), alvo do green (dificuldade
em colocar a bola no green), recuperação do rough (dificuldade em voltar à
raia), azares de areia, azares de água, árvores, fora de campo (riscos de
se jogar a bola fora de campo), green (dificuldade no green até o buraco)
e obstáculos psicológicos surgidos no decorrer do
campo.
Cada um destes fatores são vistos no campo por um
grupo de classificadores (raters) e, sendo atribuídas pontuações conforme
uma tabela que contém a pontuação para o jogador scratch e o ajuste
para o jogador bogey (hcp 20). O resultado final é calculado por um
programa que produz dois resultados principais:
Course Rating (C.R.) = o número de tacadas que um
jogador scratch deve utilizar para fazer o percurso em condições de
época média.
Slope Value (S.V.) = Valor numérico para ajuste
dos handicaps mais altos.
Na prática, o jogador terá o seu handicap normal
no seu clube. Este handicap (handicap de jogo) corresponde à seguinte
formula:
Hcp de jogo = Handicap exato x (S.V. / 113)
O handicap exato (index) é utilizado para, noutros
campos, consultar as tabelas para através delas, obter o handicap de jogo
naquele campo.
O valor Slope (S.V.) pode variar entre 110 e 154.
Para ilustrar as diferenças em termos de tacadas recebidas elaboramos a
seguinte tabela:
|
Exact
Handicap |
Slope Value
|
|
110 |
113 |
118 |
122 |
126 |
130 |
134 |
138 |
140 |
144 |
|
0,0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
0 |
|
6,0 |
6 |
6 |
6 |
6 |
7 |
7 |
7 |
7 |
7 |
8 |
|
12,0 |
12 |
12 |
13 |
13 |
13 |
14 |
14 |
15 |
15 |
15 |
|
18,0 |
18 |
18 |
19 |
19 |
20 |
21 |
21 |
22 |
22 |
23 |
|
24,0 |
23 |
24 |
25 |
26 |
27 |
28 |
28 |
29 |
30 |
31 |
|
30,0 |
29 |
30 |
31 |
32 |
33 |
35 |
36 |
37 |
37 |
38 |
|
36,0 |
35 |
36 |
38 |
39 |
40 |
41 |
43 |
44 |
45 |
46 |
|
|
Strokes
received |
Handicap padrão Manual USGA
Com
implantação do Slope System todas as federação terão que adotar o calculo
do Handicap do jogador de acordo com as regulamentações do manual do
Manual da USGA Handicap System 2006 - 2007. A forma de calculo do handicap
irá mudar e algumas novas funcionalidades serão implementadas. A primeira
grande mudança no sistema é a de que o jogador não terá mais um handicap
fixo, e sim um Índice de Handicap. Com isso o jogador carregará seu índice
para qualquer campo, ajustando sempre em relação ao campo e ao tee de
jogo. Para este ajuste o jogador não precisará fazer nenhum calculo, todos
os clubes disponibilizarão tabelas de conversão em áreas de fácil acesso,
para os jogadores consultarem seu handicap no tee escolhido. Na parte de
calculo do Handicap, agora além do course rating do campo, também será
considerado o valor do Slope do campo para gerar o handicap, e o novo
handicap irá refletir sempre o potencial que o jogador possui e não uma
simples média do seu jogo. Outra grande novidade é o controle de Scores de
Torneios; com isso cartões de jogos de torneios terão um peso especial e
diferenciado no ajuste dos
handicaps.
Patrocínio
Álvaro Almeida, presidente
da CBG, credita à visão de José Rudge e Antonio Trindade, do Unibanco, em
patrocinar o projeto, e a dedicação da equipe de raters, dirigida por
Miguel Dorin, o resultado obtido até agora. “É um trabalho monstruoso,
árduo, que envolve muitas vezes, dias inteiros medindo, observando,
anotando. Depois há que se lançar todas estas anotações na planilha da
USGA para obter-se o slope rate do campo. E agora com as pré-etapas quase
vencidas, a CBG e as federações estaduais, que são as responsáveis pelos
cálculos dos handicaps, preparam-se para o lançamento do que irá realmente
revolucionar e modernizar o golfe brasileiro: o handicap calculado pelo
slope system”, completa Álvaro Almeida.
* Para maiores
informações, consulte o Comitê de Handicap do seu clube, ou entre em
contato com a Federação Paranaense de Golfe.
Site Slope CBG
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